Jul 21st, 2008
Hierarquias são inteligentes nas “pontas”
Este texto foi publicado no blog do Carlos Vilella, achei tão bom que decidi traduzir.

Compreendendo que isso era importante o CEO da fábrica de pasta de dente pegou as pessoas mais importantes da companhia e eles decidiram iniciar um novo projeto. Eles contratariam uma empresa de engenharia externa para solucionar o problema “das caixas vazias”, já que o departamento de engenharia já estava abarrotado de trabalho.
O projeto iniciou como sempre: orçamento, financiamento, propostas, fornecedores selecionados e depois de 6 meses (e $8 milhões) eles tiveram uma solução fantástica - dentro do prazo, do orçamento, alta qualidade e todo mundo no projeto estava feliz. Eles resolveram o problema usando algumas balanças de alta precisão que soava uma sirene com luzes toda vez que uma caixa de pasta de dente pesasse menos do que deveria. A linha de produção pararia e alguém teria que andar até lá, retirar a caixa com defeito e pressionar um botão para a produção continuar.
(neste momento, pense com seus botões se esta solução é plausível - grifo meu)
Momentos depois o CEO decide ver o ROI do projeto: resultados incríveis! Nenhuma outra caixa vazia saiu da fábrica depois que as balanças foram colocadas. As reclamações reduziram e eles estavam ganhando mercado. “Isso sim é um dinheiro bem gasto!” - ele falou, isso antes de olhar mais de perto outras estatísticas do relatório.
(mais uma vez, neste momento avalie o resultado do projeto - é uma solução de sucesso? - grifo meu)
Ao virar a página ele vê que o número de defeitos capturados pelas balanças foi ZERO depois de 3 semanas de uso. Poxa! Elas deveriam estar capturando pelo menos uma dúzia por dia, então, deve ter algum problema com o relatório. Ele apontou um bug nesta funcionalidade. Depois de alguma análise os engenheiros voltaram dizendo que o relatório estava correto. As balanças de fato não estavam mais captando nenhuma caixa vazia. Todas as caixas que estavam chegando no ponto onde as balanças estavam na esteira tinham o tubo dentro.
Confuso o CEO vai até a fábrica e chega até o lugar aonde as balanças de precisão foram instaladas. Alguns passos antes das balanças tinha um ventilador de $20 assoprando pra fora da linha as caixas vazias para dentro de uma lixeira.
“Ah… esse ventilador? Um dos nossos colocou ele aí, pois estava com o saco cheio de andar até aqui quando a sirene tocava” - disse um dos trabalhadores.
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 598
Heheh, caso típico de foco no problema ao invés de focar na solução.
Como o caso da caneta para escrever no espaço.
Sem gravidade a tinta da caneta não ia até a ponta.
Os Americanos gastaram uma fortuna e desenvolveram uma caneta.
Os Russos usaram lápis.
[]’s
[…] 22, 2008 · Não Há Comentários Este é o titulo de um post fantástico do Carlos Vilella, que o Rodrigo Yoshima traduziu, e queeu não poderia deixar de citar aqui no meu blog. […]
Danilo, a historia da “caneta espacial” eh falsa:
http://www.snopes.com/business/genius/spacepen.asp
Ah, e valeu pela traducao, Rodrigo!
Olá Carlos, sim é falsa, porém ela enfatiza muito bem este problema (real) de foco.
Nada a acrescentar neste artigo do Débito Técnico! Sensacional! Um de meus novos personagens, ainda por aparecer em minha Ficção Científica, terá por base esse tema! O Kazinski!
[…] Não lembro porque eu tinha lembrado dessa história no final de semana, já que memória é meu fraco. Mas a historinha foi tema de um comentário do artigo do Débito Técnico. A questão é que muita gente, empresas e, especialmente, consultores, ao tentar resolver um problema, focam-se no próprio problema e não na solução. […]
Essa história é simplesmente fantástica. Ilustra bem a mania de muita gente de fantasiar sobre problemas que muitas vezes possuem soluções tão simples e ao mesmo tempo brilhantes.
Parabéns pelo post.